Cuidados no tratamento de disfunção erétil

No tratamento da disfunção erétil contra-indicamos o uso indiscriminado dos inibidores da fosfodiesterase–5 como Viagra, Cialis, Levitra, Vivanza e qualquer outro medicamento que venha a ser lançado no futuro. A grande maioria dos pacientes que usam esses medicamentos, abusa deles e não têm necessidade nenhuma de tomá-los. São pacientes inseguros ou com problemas passíveis de uma solução e que ficam tomando esses medicamentos apenas porque seus médicos não têm coragem de encaminhá-los para um especialista, não têm tempo ou paciência de tratá-los adequadamente, ou acham estão oferecendo o que existe de melhor, apenas porque todo mundo faz a mesma coisa. Mal sabem eles que procedendo dessa forma, eles criam uma legião imensa de escravos do Viagra, atendendo justamente os interesses dos grandes laboratórios farmacêuticos que “agradecem” esse tipo de prescrição e de conduta.

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Prescrevendo remédios

Ora, para prescrever Viagra não precisa ir ao médico; qualquer pipoqueiro da esquina, qualquer criança de 7 anos sabe “prescrever” Viagra. A questão é saber se esse paciente é um diabético que tem na disfunção erétil a primeira manifestação da sua doença, se este paciente é portador de uma hipertensão arterial que precisa ser avaliada e tratada, se esse paciente é portador de uma síndrome metabólica que exige uma série de revisões dos seus hábitos alimentares e hábitos de vida, se é um paciente com diminuição de testosterona, se tem um tumor de hipófise, se está iniciando uma neuropatia alcoólica, se é um paciente que se vê obrigado a ter relações sexuais com uma pessoa que ele já não gosta mais e milhares de outra causas.

Somos também contra o rodízio de medicamentos que todos os médicos fazem quando o paciente reclama que determinado medicamento já não está mais fazendo o mesmo efeito de antes. É muito comum os médicos “enrolarem” os pacientes mandando tomar um, depois outro, depois um terceiro, depois volta para o primeiro e assim sucessivamente, até que o paciente desiste e procura outra forma de tratamento (geralmente também errada e as vezes a forma correta).

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Diagnósticos e tratamentos

Contra-indicamos qualquer forma de diagnóstico e tratamento em sexualidade masculina sem a participação efetiva de um psicólogo em alguma fase desse tratamento. Não acreditamos na dicotomia entre causa orgânica ou causa psicológica em disfunção sexual masculina. Temos certeza de que TODOS os homens que sofrem um ou dois episódios de falha na ereção, seja por falha emocional ou por problema orgânico, ficam  extremamente preocupados com o seu desempenho na próxima vez que tiverem um coito. Essa preocupação é capaz de gerar uma ansiedade de desempenho que “contamina” a libido, pelo medo de falhar novamente. Mesmo um paciente idoso, com 80 anos de idade, sabendo das dificuldades da sua situação, vai ficar ansioso ao tentar uma relação, e essa ansiedade, por si só, já pode ser a única causa da sua disfunção erétil, mesmo que ele seja portador de alguma patologia. Por isso temos plena convicção de que os fatores emocionais que acompanham as disfunções sexuais masculinas, devem ser tratados pelo psicólogo em conjunto com o tratamento médico, (o que chamamos de terapia combinada) de forma a garantir assim a abordagem justa e honesta para o problema desses pacientes.