|
VISÃO
Ano 2 - Nº 03 - 2º SEMESTRE DE 2007 Boletim Informativo do LMC
|
|
LMC recebe APAE de Santos
Múltiplas parcerias resultam em bom atendimento
|
|
As parcerias criadas entre o LMC e outras instituições só vêm somar credibilidade e
fortalecer o atendimento oferecido pela organização. Uma nova parceria, desta vez
com o SINDIMED (Sindicato dos Médicos de Santos, São Vicente, Cubatão, Guarujá e
Praia Grande), no último semestre, viabilizou mais um trabalho social em prol
da comunidade santista.
O resultado foi oferecer consultas oftalmológicos e doações de óculos aos
alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Santos.
|
|

|
|
O Lar das Moças Cegas cedeu seu atendimento médico, através dos oftalmologistas Dr.
Antônio Luiz Moreira Filho e Luiz Antônio Sanches Cipriano, além de toda a infra
estrutura física existente na Unidade I da entidade. Os casos em que houve a
necessidade de uso de lentes corretivas, foram encaminhados à Santista Class Óptica,
que prontamente colaborou, através de sua parceria firmada com o Sindicato, doando os
óculos.
De acordo com Dr. Antônio Luiz Moreira Filho, a parceria entre o LMC e o SINDIMED
reforça a idéia de que múltiplas parcerias podem dar certo.“Os atendimentos foram muito
importantes pois em um só lugar agregamos uma população sindrômica”, relata Moreira.
"Múltiplas parcerias podem dar certo"
Entre os dias 12 de junho e 19 de novembro foram atendidos 52 pacientes portadores de
Síndrome de Down, de ambos os sexos, desde crianças até adultos.
|
|
| |
| |
|
|
Associação Mulher Unimed entrega doações
|
|
Uma máquina Braille, dois computadores, um scanner e um
milheiro de folhas de papel formaram o material doado pela AMU (Associação Mulher
Unimed de Santos), ao Lar das Moças Cegas. A doação veio através do projeto “Vida
Iluminada”, criado com o intuito de favorecer Deficientes Visuais de todo o
estado de São Paulo.
De acordo com Ana Rosa Guedes Macedo, presidente da associação, o projeto é
desenvolvido pela AMUSP (Associação da Mulher Unimediana do Estado de São Paulo) em
todo o estado e beneficia 35 cidades. “Faltava encaixar a cidade de Santos. Com a
criação da AMU desenvolvemos o projeto na cidade”, revela Ana Rosa.
Para o presidente do LMC, Carlos Antonio Gomes, o Calucho, as parcerias criadas com
outras instituições fortalecem e geram credibilidade no trabalho desenvolvido na
organização. “ Sempre visamos atender todos os Deficientes Visuais da Baixada Santista e
as alianças criadas com o LMC facilitam o atendimento e colaboram para que possamos
atender sempre mais um.” declara Calucho.
Para Ana Rosa, é maravilhoso contar com uma entidade como o LMC. “Criamos rifas,
corremos atrás de doações e colaboramos com a comunidade esclarecendo temas relacionados
à Deficiência Visual, como o Teste do Olhinho. Muitas mães, além de não saberem o
que é, também não sabem o quanto é importante, assim como o Teste do Pezinho”,
diz.
|
|
"Teste do Olhinho"
|
|
O teste do reflexo vermelho, mais conhecido como “Teste do Olhinho”,
já faz parte da rotina obrigatória do exame de recém-nascidos em vários
estados brasileiros. O objetivo é que esse teste se torne lei
nacional. No Brasil, o teste já é obrigatório nos estados de São
Paulo, Paraná e Rio de Janeiro e na cidade de Porto Alegre. O Conselho
Brasileiro de Oftalmologia alerta para a importância do teste
que deve ser feito antes da criança sair da maternidade e pode
prevenir a cegueira infantil, entre outras doenças visuais na
infância, como catarata congênita, glaucoma congênito avançado,
infecções intra-oculares, malformações, tumores entre outros problemas
de saúde ocular. Em 2007, ano internacional contra a cegueira
infantil, os números de crianças Deficientes Visuais foram elevados.
Estima-se que estejam, em todo o mundo, em torno de 1,5 milhão,
metade dessas vivendo em países subdesenvolvidos e em grande parte dos
casos essas cegueiras poderiam ter sido evitadas.
|
|

|
|
|
| |
|
|
|
|
|
Espaço Saúde
Ana Carla Baêta E. Alvarez*
INTERVENÇÃO PRECOCE NA DEFICIÊNCIA VISUAL
|
|
|
|
O bebê deficiente visual, quando privado de estímulos ambientais e não inserido num serviço de intervenção precoce
interdisciplinar, pode apresentar atraso no desenvolvimento global, afetando diversas áreas.
Atualmente, são poucos os casos que apresentam como seqüela somente o comprometimento visual. Esse fato ocorre em função
dos avanços tecnológicos na área da saúde, fazendo com que a sobrevida dos bebês prematuros aumente a cada dia. Segundo
Hernandez (1996), a qualidade de vida desses bebês se tornou uma preocupação, exigindo a intervenção em etapas cada vez
mais precoces. Sabendo da necessidade da intervenção precoce na deficiência visual associada ou não a outras patologias,
diversos profissionais se preocupam com um tratamento interdisciplinar que se inicia o mais cedo possível.
A equipe especializada do LMC é formada por assistente social, fisioterapeuta, fonoaudióloga, psicóloga, terapeuta
ocupacional, professora de natação e pedagoga. Tem por objetivo a intervenção na criança deficiente visual visando
seu desenvolvimento global e conta com a participação da família que se torna parceira imprescindível na evolução da
criança.
Para que isso se concretize, ou seja, para que o bebê deficiente visual e família sejam incluídos num serviço de
intervenção precoce, o exame oftalmológico precisa ser realizado ainda no berçário, com posterior encaminhamento a
um serviço especializado. Somente dessa forma os efeitos da deficiência visual poderão ser minimizados.
*Ana Carla Baêta E. Alvarez é fonoaudióloga e coordenadora do Serviço de Intervenção
Precoce do LMC.
|
|
|
|
|

FALA PRESIDENTE!
|
|
Olá, amigos, em nossa terceira edição estou muito feliz e gostaria de dividir isso com todos vocês, leitores do
informativo VISÃO.
O motivo da minha felicidade é que este ano o LMC completa 65 anos de fundação. São inúmeras as dificuldades
enfrentadas por organizações não governamentais em nosso país e me orgulho muito dos anos de serviços prestados aos
Deficientes Visuais e de, principalmente, poder contar com pessoas que acreditaram e acreditam no trabalho desenvolvido
no Lar das Moças Cegas. Peço que continuem batalhando pela causa e aceitando a inclusão social de nossos alunos na
sociedade, através do mercado de trabalho, do esporte, de cursos acadêmicos e muito mais. No Lar das Moças Cegas há 65
anos mostramos à comunidade da Baixada Santista que o Deficiente Visual é capaz de ser reabilitado e inserido na
sociedade, como todos. Continuo contando com vocês. O LMC está em festa. Muito obrigado, amigos!
Carlos Antonio Gomes (Calucho) - Presidente
|
|
|
|
|
RAPIDINHAS
|
|

PAPAI NOEL VISITA O LMC
As crianças da instituição receberam, dia 12 de dezembro, a visita do
Papai Noel no salão de festas da entidade. A comemoração contou com
apresentações de teatro, banda marcial, flauta e coral, todas
as atividades foram realizadas por alunos. A festividade
foi encerrada com a distribuição de presentes.
|
|
|
|
|
|

EVENTO ENCERRA ANO LETIVO
Alunos e familiares participaram da festa de Formatura 2007
do LMC. No dia 13 de dezembro, cerca de 80 Deficientes
Visuais receberam certificados de diversos cursos. A aluna
Silvana de A. Justiniano foi a homenageada da noite. Logo
após a cerimônia, houve coquetel e a confraternização
continuou animada com a apresentação do grupo musical
“Arquivo Nacional”.
|
|
|
|
|

LMC PARTICIPA DE DOCUMENTÁRIO E RÁDIO NOVELA
No último semestre de 2007 o LMC participou do documentário
“Imagens de um Olhar Inexistente”, da futura cineasta,
Fernanda Lenz Cesar, estudante da Academia Nacional de
Cinema. O curta metragem cita como personagens os alunos,
Everaldo Santana dos Santos, Ivan Rodrigues da Silva e
Milena Ribeiro Simões. Em outro trabalho a estudante
Gabriela Cappellini, do curso de Rádio e TV - UNIMONTE,
retrata uma rádio novela onde seis alunos da organização
puderam participar da encenação com muita criatividade.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
ENTREVISTA.COM
Dr. Ricardo Tadeu Marques da Fonseca
|
|
Mercado de Trabalho
Leis beneficiam a inclusão
|
|
|
|
Dez por cento da população brasileira possui alguma deficiência,seja ela, física, visual, auditiva, mental,
múltipla, adquirida ou não. Além disso, cresce, a cada dia, o número de pessoas que se tornam portadoras de alguma
deficiência. Os casos são os mais variados, e vão desde acidentes de trânsito, assaltos com armas de fogo,até
acidentes de trabalho, entre outros. São pessoas que possuem os mesmos direitos à educação, à saúde, ao lazer e também ao
trabalho. Na entrevista abaixo conversamos com Dr. Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, 42 anos, advogado, que atua como
procurador do Trabalho no Ministério Público do Paraná há 15 anos e cujo foco de atuação é o combate à discriminação
profissional e ao cumprimento da Lei de Cotas pelas empresas. Confira!
por Adriana Nogueira
|
|
|
LMC: Desde que foi regulamentada em 1999, a “Lei de Cotas”
tem movimentado o mercado de trabalho para o deficiente?
Dr. Ricardo: Segundo dados estatísticos existem no estado de
São Paulo, 70 mil deficientes já inclusos no mercado de trabalho. Estima-se que, no Brasil, sejam cerca de 120 mil,
desde o ano de 2000. Então eu acredito que é um processo que tem dado certo. Sem dúvida tem movimentado o mercado de
trabalho no país.
LMC: Qual a maior dificuldade que as empresas alegam para não contratar o deficiente?
Dr. Ricardo: Falta de qualificação e escolaridade. É fundamental a qualificação, por isso as empresas estão
criando convênios com ONGS e outros estabelecimentos de ensino verificando a possibilidade de um acordo para
aprendizes. Isso é muito válido.
LMC: As leis são criadas e determinam muitas coisas mas sem fiscalização e denúncias não sabemos se estão sendo
executadas. A fiscalização está cumprindo o seu papel referente a Lei de Cotas?
Dr. Ricardo: Acredito que sim. O Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho atuam intensamente. As
empresas estão sendo multadas, mas somente a multa não resolve. É necessário existir uma concretização, uma mudança
de cultura e um esclarecimento de prazos. Devemos agir com base na pedagogia social.
LMC: A Lei 8.112 impõe que a União reserve, em seus concursos, até 20% das vagas a deficientes. Você disse em um
artigo que as vagas em concursos públicos revelam o Direito do Trabalho e não uma proteção paternalista. Mas como mudar
a opinião pública? Dr. Ricardo: Esse é um assunto muito sério. Deve-se
implementar a criação de uma lei que institua a inclusão. Sem a lei reserva de vagas não seria possível e nem esta
entrevista seria realizada.
LMC: Qual a importância de uma entidade de Assistência Social, assim como o Lar das Moças Cegas, nesse processo de
inclusão no mercado de trabalho? Dr. Ricardo: É muito grande. Só que as organizações devem
romper com a idéia de assistência e trabalhar com as empresas e autoridades em parceria social. É fundamental
criar parcerias junto com as empresas.
LMC: Você perdeu totalmente a visão aos 23 anos e sofreu com a discriminação. Que mensagem você deixaria para os
Deficientes Visuais do LMC? Dr. Ricardo:Não acreditem nos limites impostos pelas
pessoas, construam seu próprios caminhos.
LMC: Se não fosse Procurador do Trabalho o que seria?
Dr. Ricardo: Acho que seria músico pois toco violão desde criança. Na época da faculdade fiquei em dúvida entre
estudar música ou direito. A música ainda é uma grande paixão.
|
|
|
|
|
OLHA SÓ!
|
|
O QUE É INCLUSÃO SOCIAL?
|
|
É uma ação que combate a exclusão de pessoas devido à sua classe social, nível de escolaridade, deficiência, idade ou
raça. Inclusão Social é oferecer a todos oportunidades de participar da distribuição de renda do país dentro de um
sistema que não beneficie somente uma camada da sociedade.
|
|
|
|
|
IMPRESSOS EM BRAILLE NO LMC
SOMOS PIONEIROS NA BAIXADA SANTISTA! ORÇAMENTO SEM COMPROMISSO
Tel.: 13 3226 2760
|
|
|
| |
|
|
|
19/02 Chá das Voluntárias
08/03 V Jantar Dançante
12/03 Aniversário do Centro
20/03 Festa de Páscoa
04/04 Aniversário Mãezinha
|
08/04 Dia da Hipertensão
18/04 Aniversário do LMC
23/04 Festa do Índio
28 a 30/04 Bazar das Mães
05 a 09/05 Bazar das Mães
|
09/05 Homenagem às Mães
15/05 Palestra Serviço Social
31/05 Almoço do LMC
09 a 20/06 Bazar da Pechincha
19/06 III Festival de Natação
|
24/06 Festa Junina
|
|
| |
LMC conquista “Renovação de Certificação” da norma IS0 9001
|
Mais uma vitória conquistada pelo LMC, no último semestre, deixou todos orgulhosos na organização. A responsável pela
felicidade mútua foi a “Renovação de Certificação” da norma ISO 9001, implementada no LMC desde 2001.
Contando atualmente com a colaboração de 100 funcionários e de mais de 80 voluntários, o Lar das Moças Cegas vem
expandindo seus serviços e trabalhando com determinação de uma forma organizada. A participação de diretores,
voluntários, colaboradores e alunos fortaleceram essa conquista.
De acordo com a supervisora de Gestão da Qualidade, Eliete Richard Smith, o sucesso foi garantido devido ao espírito
inovador da atual gestão. “Vencer sem nenhuma não conformidade é o resultado da união e dedicação de todos”,
diz.
Para o presidente do LMC, Carlos Antonio Gomes, esse mérito na qualidade dos serviços prestados torna a organização
ainda mais comprometida com sua missão. “Educar e reabilitar o Deficiente Visual é o nosso compromisso com a comunidade.
Capacitá-lo para o mercado de trabalho e auxiliá-lo a superar limites é colaborar para que ele viva de uma forma
mais atuante e inclusiva na sociedade”, declara. Vale lembrar que o Lar das Moças Cegas foi a primeira instituição
para Deficientes Visuais no Brasil a receber a certificação ISO 9001.
|
|
| |
|
VOCÊ SABIA?
|
O Correio, no país, está disponibilizando a transcrição de correspondências comuns para o Braille.
A Central Braille, que funcionará em Belo Horizonte, será responsável pelas transcrições. Quem estiver interessado
basta enviar sua correspondência para a central, que transcreverá as cartas em escrita comum para o Braille, ou
vice-versa, e em seguida encaminhará ao destinatário. O serviço é gratuito, assim como o envio para a central de
transcrições. Apenas será acrescido ao valor da postagem para o destino desejado o valor de uma correspondência
normal.
As correspondências a serem transcritas deverão ser enviadas de qualquer agência dos Correios de todo o Brasil para o
seguinte endereço: Av. Afonso Pena, 1270 - sala 202, Belo Horizonte/MG - Cep 30130-971,
Central de Braille dos Correios.
|
|
| |
|
|
|